Após sair da prisão, o jovem dirigiu-se imediatamente ao túmulo de sua noiva falecida. Ao se inclinar para colocar flores, de repente percebeu algo estranho na lápide — e ficou paralisado de choque
E foi exatamente nesse momento que seu olhar se fixou nas datas. No início, ele simplesmente não entendeu.
Leu novamente. E mais uma vez.

A data de nascimento estava errada. Ele tinha certeza de que ela não poderia ter nascido naquele ano.
A data de falecimento também não coincidia. Pelos documentos, ela teria morrido antes da data ali gravada.
Ele deu um passo para trás e olhou atentamente para a lápide mais uma vez. As datas pareciam ter sido gravadas de forma diferente — a profundidade e o tom não combinavam.
Era como se tivessem sido adicionadas posteriormente, sobre as originais.
Ao passar o dedo pelo mármore, ele sentiu algo: sob a camada polida, restavam vestígios dos números antigos.

Alguém havia apagado as datas verdadeiras e gravado outras no lugar.
E então uma ideia gelou seu interior, tornando-se dolorosamente clara: aquela não era a sua noiva.
O túmulo pertencia a outra mulher. Apenas haviam colocado o nome dela ali em cima.
Ele apoiou lentamente a mão sobre a lápide, tentando compreender o que estava acontecendo.
Se não era o túmulo dela… se ali descansava outra pessoa… então, onde estava sua noiva?

E por que alguém havia trocado seu sepultamento?
Ele permaneceu parado, imóvel, enquanto o vento agitava a grama ao redor.
Agora ele sabia apenas uma coisa: toda a verdade sobre a morte dela lhe fora escondida.
E talvez a razão pela qual passou todos aqueles anos na prisão estivesse justamente ligada a isso.
