Ela Falou Italiano para Acalmar uma Criança Perdida — e o Chefão da Máfia Congelou e Ordenou: “Descubram Tudo Sobre Ela”
Uma voz cortou o ar, firme como uma lâmina. — Chi è questa donna? Quem é essa mulher?
Virei o rosto. Congelei. Um homem atravessava a multidão.

Alto, elegante, cada passo carregando autoridade contida. Então— — Papà!
Luca correu para seus braços. Por um instante, o homem derreteu-se ao abraçá-lo. Depois, ergueu para mim um olhar frio.
— Você fala italiano?
— Falo. Estudei em Florença.
Algo brilhou nos olhos dele — interesse, cálculo. Estendeu a mão:
— Alessandro Russo.
— Sofia Blake.
— Obrigado, murmurou. Por ajudar meu filho.
Luca me abraçou forte. — Grazie, Signora Sofia.
Dei um passo para trás. — Eu… preciso ir.
— Espere— Mas já me afastava pela multidão.
No fim do meu turno, convenci a mim mesma de que Alessandro era apenas um pai rico e intenso demais.
Até que SUVs pretos apareceram: na cafeteria, atrás de mim no metrô, do outro lado da rua onde eu morava, no Queens.
Nenhuma ameaça. Apenas um recado silencioso: sabemos onde você mora.
Apavorada, pesquisei o nome dele. Meu sangue gelou. Suposto chefe de uma família criminosa de Nova York. Intocável.
Então chegou uma mensagem: Não tenha medo. A proteção é para sua segurança. — A.R.

Luca falou com você. Ele não fala com ninguém desde que a mãe morreu. Quero vê-la amanhã. 10h.
Eu deveria ter ligado para a polícia. Fugido para outro estado. Em vez disso, respondi: Eu vou.
A resposta veio imediatamente: Um carro irá buscá-la. Inegociável. “Quero contratá-la.”
O apartamento dele era tão controlado quanto ele: luxo silencioso, ordem absoluta.
— Srta. Blake, disse ele. Obrigado por vir.
— Não achei que tivesse escolha.
— Sempre há escolha.
— Por que estou aqui?
— Meu filho não fala com ninguém. Exceto com você.
— Foi coincidência.
— Não. Foi ligação.
Ele deslizou uma pasta pela mesa. — Quero oferecer-lhe um trabalho. Ensinar italiano a Luca. Quatro tardes por semana.
Abri o contrato. — Vinte e cinco mil dólares… por mês?
— O senhor quer que eu trabalhe para a máfia, sussurrei.
— Quero que trabalhe para meu filho.
— E a vigilância?

— Proteção. Quando ajudou Luca, tornou-se… valiosa.
— Isso é loucura.
— Talvez. Mas é simples. Você mudou a vida dele. Deixe-me mudar a sua.
Pedi tempo para pensar. Na porta, ele acrescentou:
— Independentemente da sua resposta, estará sob minha proteção. Não arriscarei que alguém a use para ferir meu filho.
Passei o fim de semana em pânico — e com Rachel gritando: ACEITA LOGO!
Na segunda-feira, liguei. — Eu aceito.
O Menino, o Chefão e a Professora
A casa de Alessandro era acolhedora, cheia de fotos de família. Luca correu ao me ver: — Sofia! Você voltou!
— Ele não sorria assim há anos, sussurrou a governanta.
Passamos a tarde lendo e construindo castelos. Luca florescia. Alessandro observava silenciosamente à distância.
Ao sair, ele murmurou: — Obrigado. Por devolver a voz ao meu filho.
Eu não sabia que ele já estava se apaixonando. Nem que eu também estava.
Três semanas depois, ele me levou ao antigo ateliê da esposa. — Quero que use este espaço.
— Não pinto há anos.
— Então deixe que eu lhe devolva isso.
— Por quê?

— Porque trouxe vida de volta para minha casa. Porque meu filho a adora. E porque… estou tentando não me apaixonar por você. Mas estou.
Meu coração tropeçou. — Você não pode. Sou sua funcionária. E você…
— Um criminoso, completou. Eu sei. Mas com você, quero ser melhor.
Eu deveria ter recuado. Mas admiti: — Eu também penso em você.
Ele se aproximou. — Diga para eu parar.
Mas eu não disse. O beijo mudou tudo. Namorar um chefe da máfia significava guardas, alertas, segredos.
Mas também risos de Luca, jantares em família, voltar a pintar, e Alessandro lendo Dante à noite.
— Há perigo.
— Então me ensine a viver nele.
Quando as ameaças pioraram, mudei-me para a casa deles. Após um susto, ele me abraçou forte: — Meu mundo toca tudo o que eu amo.
— Eu escolhi isso, respondi. Eu escolhi você.
Seis meses depois, no ateliê cercado pelas minhas telas, Alessandro se ajoelhou. Luca surgiu carregando uma caixinha de anel.
— Sposaci, Sofia. Case conosco.
— Sim, sussurrei. Mil vezes sim.
Um ano depois, na minha primeira exposição, Alessandro ficou atrás de mim. — Vão perguntar qual é sua inspiração.
— Direi a verdade.
Olhei para Luca e beijei seus cabelos.

— Que falei italiano para um menino perdido… e encontrei uma família.
Alessandro beijou minha têmpora.
— A melhor decisão que já tomei.
Sorri.
— Segunda melhor.
— E a primeira?
— Ter dito “sim”. A você. Ao Luca. A tudo isso.
E eu falava com a alma inteira.
